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Avaliação Diagnóstica - recurso

 Instrumento de avaliação diagnostica.  Clique aqui!



Nota: Este é apenas UM instrumento, que senti necessidade de criar há 4/5 anos atrás, e como pode constatar, permite aferir o desempenho da criança em aspectos muito concretos, mas está longe de conseguir a informação necessária para fazer a avaliação diagnóstica da criança. Não é uma receita, não é uma solução. É útil mas permite-lhe obter apenas uma informação parcial. 
De resto, como tudo que aqui se apresenta, não é estanque e ainda que possa ser utilizado de imediato, sem alterações, poderá, tão simplesmente, servir de inspiração para fazer algo melhor,mais completo e sobretudo, adequado à sua realidade. Seja crítico(a)! 

Avaliação da Prática Pedagógica


Aproximamo-nos de um momento importante em que nos é exigida a avaliação do resultado do nosso trabalho. É tempo de reflectir sobre as práticas pedagógicas e rever o processo de ensino e de aprendizagem para que possamos melhorar o nosso desempenho. Para que tal seja possível, é indispensável colocar-mo-nos algumas questões que nos permitam perceber a realidade que nem sempre se apresenta óbvia.
As questões que a seguir apresento constam de um instrumento de avaliação da instituição de educação pré-escolar Kita Thomas-Mann-Straße, de Karlsruhe, na Alemanha.

Perguntas da Criança ao(à) educador(a)
* Posso confiar em ti?
* De que forma respeitas as minhas necessidades do dia-a-dia?

Interesse e motivação
* Sabes quais são os meus interesses?
* De que forma respeitas respeitas os meus interesses e as minhas capacidades?

Envolvimento e participação
* Das-me oportunidade de me envolver em actividades e incentivas-me?

Persistência perante dificuldades e dúvidas
* Das-me espaço para explorar o que me rodeia?
* De que forma contribuis para que eu possa descobrir por mim mesmo as soluções?

Comunicação
* Vês-me e ouves-me?
* De que forma comunicamos?
* De que forma partilhamos pensamentos e ideias?

Responsabilidade
* De que forma me incentivas a integrar-me no grupo?
* Apercebes-te de que aprendemos em conjunto?

Situe-se na posição da criança e perceba a dimensão das questões que se colocam. No corre-corre do dia-a-dia, não lhe estará a escapar algo importante? Este é o momento oportuno para fazer uma análise objectiva e procurar eventuais aspectos que necessitem de atenção.

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Nota: Tradução das questões de Inglês para Português da minha responsabilidade.

Avaliação do 2º período

Relacionar para Clarificar

Estamos a apenas alguns dias do término do 2º período lectivo. Tendo em vista a avaliação das crianças, gostaria de chamar a atenção para duas questões que considero importante considerar:

* A relação entre as avaliações de dois momentos distintos: 1º período e 2º período;
* A necessidade de garantir a pertinência e clareza da informação que se presta aos encarregados de educação.

Relacionar o quê?
- As aprendizagens efectuadas.
- Os progressos evidenciados nas diversas áreas/domínios.
- As dificuldades/problemas

Relacionar com o quê?
- Com a informação constante no relatório (ficha) de avaliação do 1º período.

Relacionar para quê?
- Para caracterizar a progressão das aprendizagens.
- Para saber quais foram os progressos mais significativos e para perceber se persistem as dificuldades então identificadas.
- Para identificar novas dificuldades.

Uma avaliação que se caracterize pela mera identificação de evidências relativamente a aprendizagens adquiridas ou não adquiridas neste 2º período lectivo, não é suficiente para apreciar o desenvolvimento global da criança na medida em que não estabelece comparações com o primeiro momento de avaliação (1º período).

* Não é suficiente para si, porque precisa de ter uma visão abrangente sobre o processo de aprendizagem da criança que lhe permita (re)definir estratégias tendo em vista uma resposta adequada à especificidade da criança em causa;
* Não é suficiente para os pais/encarregados de educação da criança, porque a informação facultada não lhes permite compreender os progressos do seu educando, na medida em que é uma informação compartimentada, limitada ao período lectivo em causa. É preciso estabelecer a ponte com a avaliação do período anterior.

Para que a avaliação seja pertinente e clara é necessário então uma leitura global, a qual permitirá compreender os progressos efectuados e caracterizar o processo de aprendizagem da criança. Para tal é necessário que se estabeleça comparações entre os dois momentos de avaliação.

Para perceber melhor a ideia, tomemos como exemplo o que se passa connosco quando estamos doentes e nos é prescrito pelo médico a realização de análises clínicas. Uma vez recebido o resultado, não resistimos e abrimos o envelope e porque sabemos ler e somos inteligentes, até percebemos onde se encontram os valores considerados normais/anormais. No entanto, para percebermos a dimensão da informação constante no relatório, dirigimo-nos (como nos é exigido!) ao médico porque é necessário que ele faça a sua leitura e sintetize a informação de modo que percebamos se estamos bem ou nem por isso.

O mesmo se aplica à avaliação da criança. A informação aos pais deverá permitir-lhes compreender os progressos registados entre o anterior momento de avaliação e o presente momento e essa tarefa compete-lhe a si, enquanto profissional. Não espere que seja o encarregado de educação a decifrar a informação constante na ficha de avaliação da criança, mesmo que apresente em duas colunas, lado a lado, as avaliações do 1º e do 2º período. A leitura global cabe-lhe a si.

Isto implica ter em atenção duas questões, as quais deverão constar no relatório (ficha) da avaliação:

* Identificação das estratégias que implementou tendo em vista a superação das dificuldades identificadas no 1º período e avaliação dos resultados observáveis no 2º período;

* Identificação de estratégias a implementar no 3º período tendo em vista as dificuldades que se mantêm ou que se evidenciaram no decurso do 2º período.
Também as estratégias que irá implementar tendo em vista o estímulo de capacidades que se destacam e que deverão merecer tanto a sua atenção como as dificuldades diagnosticadas.

Estas são duas informações importantes, quer para si, quer para os pais/encarregados de educação. Por um lado permite-lhe avaliar o processo de ensino e incita-a a encontrar as respostas necessárias, por outro lado, justifica ao encarregado de educação o resultado da avaliação efectuada e presta-lhe contas relativamente aos passos seguintes.

Estas são questões muito importantes a ter em conta na informação aos pais da avaliação da criança para que a mesma faça sentido. Deste modo, dá resposta ao que foi feito até à data e ao que é necessário ainda fazer em prol do sucesso de aprendizagem da criança. Não concebo a avaliação de outro modo.
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Ler + sobre Avaliação:
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* * Avaliação no JI - 1º Período * *



No âmbito do processo de avaliação das actividades lectivas, tenha em atenção algumas questões que deverão merecer a sua reflexão e às quais deverá poder responder de forma objectiva e devidamente fundamentada.


Em que medida os aspectos definidos no PCT convergiram para os resultados das aprendizagens aferidos no fim do 1ºperíodo?
* Avalie os resultados obtidos tendo por referência a relação entre a adequação dos objectivos propostos e as actividades e estratégias definidas.

Quais as acções/estratégias que desencadeou a fim de ultrapassar dificuldades?
* Identifique, objectivamente, as acções desenvolvidas para inverter/minorar os casos de dificuldade de aprendizagem diagnosticados.

No fim do 1º período, como caracteriza o nível de desenvolvimento da criança nas diversas áreas curriculares?
* Caracterize o desempenho da criança de acordo com as evidências recolhidas.

Como se caracteriza o ritmo de aprendizagem da criança?

* Avalie o processo de aprendizagem e caracterize a progressão das aprendizagens.

Obter conclusões úteis implica responder, objectivamente, a questões concretas. Dito de outra forma, só obterá as respostas que necessita se colocar as questões certas.
Este é, na verdade, o primeiro desafio que enfrenta na concretização da avaliação do processo de ensino e aprendizagem.

* Avaliação Formativa *

Agora que nos aproximamos do 1º momento de avaliação formal, relembremos algumas ideias importantes sobre esta questão.

* * Para conhecer melhor a criança…

* Avaliação diagnóstica
–recolheu informação no inicio do processo de ensino e aprendizagem, a qual permitiu-lhe traçar o perfil de partida da criança. Com base na mesma, ficou a conhecer melhor a criança e em consequência, adequou a sua prática educativa de forma a responder às necessidades que identificou como prioritárias.

* * Para perceber o que a criança aprendia e como aprendia…

* Observação e registo de evidências
– de forma contínua, recolheu informações de cada criança e do grupo através de diversos procedimentos metodológicos (portefólio individual, portefólio de grupo, registos de observação/reflexão, …)

* * Para adequar o processo de ensino …

* Planificou e desenvolveu actividades
em função das necessidades individuais e de grupo diagnosticadas na avaliação inicial, como forma de lhes dar a resposta mais adequada;

* Reformulou estratégias e actividades em resultado da observação e avaliação contínuas, tendo em vista dar resposta, em tempo útil, às necessidades evidenciadas.

Estamos a falar de avaliação formativa. Aquela que visa ajudar a criança no seu processo de aprendizagem. Ainda não, naquela que avalia resultados do processo. Ficará para outra ocasião.
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